a minha vida
olho de passagem …
não perco tempo …
acelero o passo !
distancio-me e alheio-me,
da forma que consigo,
tento não me ausentar !
assusto-me sozinho,
com pensamentos só meus,
são maldades imaginadas !
uma luxúria podre e porca,
uma imundice generalizada,
uma real orgia desconcertada !
a actual putrefacção social é real,
o desrespeito moral está instituído,
o dia virá … da perdição total da humanidade !
são minhas tantas as histórias,
imaginadas num tempo perdido,
em sonhos e limbos que não irreais,
em comas diversas num ciclo repetido !
umas e mais outras seguidas,
que sem descanso efectuam visitas,
a esta mente já tão perturbada,
à minha vida enquanto adormecida !
descambam sentidos sem emoção,
quais conquistas sem quaisquer medos,
é o mergulho sem respirar numa solidão,
essa que eu vivo … quando adormeço !
o vencedor tantas vezes vencido,
em lutas renhidas sem sentido,
é combatente de coragem assumida,
de pé sempre … mesmo que ferido !
que quererão de mim estes sonhos,
porque que me visitam estes espíritos,
será que me querem levar a alma,
essa nunca … jamais será vendida !
venha tudo … venham todos,
pesem o meu corpo presente,
poderá um dia valer a pena …
qualquer saudade … qualquer vintém !
e as invejas e ciúmes que enclausurei,
em tantas covas feitas pelos meus pés,
estão tapadas sem fechos nem cadeados,
porque confio na força que lhes ganhei !
gritem e vomitem palavras feias,
invadam os meus sonhos quando quiserem,
a confiança que é minha eu conquistei,
nunca comprei nem nunca me foi oferecida !
venham lutar comigo até ao fim,
sem piedade ou quaisquer remorsos,
desejo derrubar esse vosso altar,
enfeitado com ossos cobardes !
cairão todos como tontos,
morrerão todos em vão,
sem glória …
sem honra !
esta será sempre a minha vida,
lutarei por ela com tudo o que tiver !
diospiro
090210a0905CRib296/06
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